Estou na vibe de ouvir muita música, principalmente música instrumental.
Teve uma época em que eu tentei tocar um instrumento, mas não tenho talento. Definitivamente não tenho talento.
A música pra mim é que nem magia. Muitas vezes é a conexão de coração para coração.
Acabei de descobrir um grupo instrumental de 3 meninas. Elas postam vídeos de sua trajetória, turnês e etc em vídeo.
Vejo o quanto que a música se torna um quebra barreiras de comunicação. Vendo as postagens, fico um pouco ressentido de não ser música e ter essa possibilidade. Tenho que buscar o meu passaporte.
Bem, agora não sei se é inveja ou apenas um pessoal ressentimento. O que posso fazer no momento é me alegrar com a música que ouço e tanto admiro.
terça-feira, 18 de outubro de 2016
quinta-feira, 4 de agosto de 2016
Recuperando a humanidade
Acredito que a tarefa mais difícil, talvez o único propósito que temos de cumprir na jornada da vida, é resgatar a própria humanidade.
Ao passar por um processo de depressão profunda e me sentindo totalmente incompreendido e desamparado, minha caminhada até agora foi tentar me conhecer melhor.
Então, foi uma longa busca por respostas, uma longa procura, muitas cabeçadas dadas.
Comecei a me dar conta de minha desumanidade aos 19 e hoje com 33, estou com poucas respostas, talvez começando a achar algum significado.
Meu contexto de vida foi me perder. Perdi contato com minha humanidade. Virei apenas um monte de carne viva não pensante, mas sim um robozinho ou um soldadinho. Todo meu contexto de vida me empurrou a isto.
O que vejo hj é que a maioria das pessoas são desconectadas de si mesmas. Sim, muitos perderam a humanidade. Não sei o que é ser humano, e quando digo perder a humanidade é se perder.
Perder a própria consciência, perder as sensações, perder significado, perder-se nas relações e simplesmente se jogar em compromissos, etiquetas, deveres, dinheiro, sem muito refletir, sem muito se entender, entender, processar.
Mas quando vejo isso, eu vejo que eu sou o mais perdido nisso.
Estou tentando recuperar minha humanidade.
Ao passar por um processo de depressão profunda e me sentindo totalmente incompreendido e desamparado, minha caminhada até agora foi tentar me conhecer melhor.
Então, foi uma longa busca por respostas, uma longa procura, muitas cabeçadas dadas.
Comecei a me dar conta de minha desumanidade aos 19 e hoje com 33, estou com poucas respostas, talvez começando a achar algum significado.
Meu contexto de vida foi me perder. Perdi contato com minha humanidade. Virei apenas um monte de carne viva não pensante, mas sim um robozinho ou um soldadinho. Todo meu contexto de vida me empurrou a isto.
O que vejo hj é que a maioria das pessoas são desconectadas de si mesmas. Sim, muitos perderam a humanidade. Não sei o que é ser humano, e quando digo perder a humanidade é se perder.
Perder a própria consciência, perder as sensações, perder significado, perder-se nas relações e simplesmente se jogar em compromissos, etiquetas, deveres, dinheiro, sem muito refletir, sem muito se entender, entender, processar.
Mas quando vejo isso, eu vejo que eu sou o mais perdido nisso.
Estou tentando recuperar minha humanidade.
terça-feira, 19 de julho de 2016
Mais um dia de frio
Esse inverno de SP oscilou um pouco.
Hj faz mais um dia frio, nem tão frio quanto estava há um mês atrás. Reli a postagem que eu fiz, falando sobre o inverno. Nesse intervalo, parece que se passaram anos. Me dei conta que ainda continuamos no inverno, porque faz frio.
Isso me faz pensar em quantos dias desperdicei. Ou melhor anos, ou melhor... toda a minha vida jogada fora.
Tentativas frustradas de evolução, deveres de casa, trabalhos de escola, compromissos sociais. Namoros que não existiram, amigos que se perderam, faz uma vida insubstancial.
Todas as relações superficiais, todas as conversas fúteis, todas as programações inúteis que fazem de hj o que percebo, o que sou?
Quantos dias eu desperdicei? Quantos anos? Quantas estações, invernos, outonos, verões?
É difícil olhar a vida dessa perspectiva. Há pouco tempo para descobrir o que realmente possa valer a pena, e quanto a descobrimos provavelmente estamos velhos, e quando velhos, dores incapacidade física, abandono e morte.
Hj faz mais um dia frio, nem tão frio quanto estava há um mês atrás. Reli a postagem que eu fiz, falando sobre o inverno. Nesse intervalo, parece que se passaram anos. Me dei conta que ainda continuamos no inverno, porque faz frio.
Isso me faz pensar em quantos dias desperdicei. Ou melhor anos, ou melhor... toda a minha vida jogada fora.
Tentativas frustradas de evolução, deveres de casa, trabalhos de escola, compromissos sociais. Namoros que não existiram, amigos que se perderam, faz uma vida insubstancial.
Todas as relações superficiais, todas as conversas fúteis, todas as programações inúteis que fazem de hj o que percebo, o que sou?
Quantos dias eu desperdicei? Quantos anos? Quantas estações, invernos, outonos, verões?
É difícil olhar a vida dessa perspectiva. Há pouco tempo para descobrir o que realmente possa valer a pena, e quanto a descobrimos provavelmente estamos velhos, e quando velhos, dores incapacidade física, abandono e morte.
domingo, 12 de junho de 2016
Frio
Faz frio em SP.
Não me lembro desde quando fez tão frio. Acho que esse inverno é um dos mais fortes dos últimos cinco anos. Ou não.
Pode ser só impressão. Mas verdade é que o inverno de hj está mais forte do que o do ano passado.
O passado frio de um inverno quente.
Frio dói, frio incomoda. Frio nos entoca... prefiro o calor. Apesar da frieza de minha personalidade eu me sinto melhor no calor.
Mas no verão, provavelmente reclamaremos dos suores escorrendo, esqueceremos as flores da primavera, e mal veremos a beleza do outono.
Assim, nos permanecemos na impermanência da vida. Das estações e dos anos... dos anos.... que se passam e não vivemos.
Não me lembro desde quando fez tão frio. Acho que esse inverno é um dos mais fortes dos últimos cinco anos. Ou não.
Pode ser só impressão. Mas verdade é que o inverno de hj está mais forte do que o do ano passado.
O passado frio de um inverno quente.
Frio dói, frio incomoda. Frio nos entoca... prefiro o calor. Apesar da frieza de minha personalidade eu me sinto melhor no calor.
Mas no verão, provavelmente reclamaremos dos suores escorrendo, esqueceremos as flores da primavera, e mal veremos a beleza do outono.
Assim, nos permanecemos na impermanência da vida. Das estações e dos anos... dos anos.... que se passam e não vivemos.
sexta-feira, 25 de dezembro de 2015
Conhaque
Neste momento, depois de ter passado o natal aqui em casa sozinho, me encontro postando nesse blog com uma dose de conhaque.
Deu vontade de me embriagar um pouco, neste dia de solidão e vazio. Bateu em mim um sentimento de nostalgia e esperança de que estou me transformando. Sim, estou com a sensação de que é questão de tempo que meu coração irá se abrir para uma nova vida, enfim, que irei viver o que não vivi até hj.
Como sempre estou sem palavras pra traduzir o que sinto. Ainda não me soltei totalmente, eu ainda me travo ao me expressar.
Muitas passagens de minha vida rodaram na minha cabeça no dia de hj. Queria passar uma mensagem de otimismo para mim mesmo. Mas sempre há esse resquício de melancolia.
Aliás, conhaque e melancolia combinam.
Deu vontade de me embriagar um pouco, neste dia de solidão e vazio. Bateu em mim um sentimento de nostalgia e esperança de que estou me transformando. Sim, estou com a sensação de que é questão de tempo que meu coração irá se abrir para uma nova vida, enfim, que irei viver o que não vivi até hj.
Como sempre estou sem palavras pra traduzir o que sinto. Ainda não me soltei totalmente, eu ainda me travo ao me expressar.
Muitas passagens de minha vida rodaram na minha cabeça no dia de hj. Queria passar uma mensagem de otimismo para mim mesmo. Mas sempre há esse resquício de melancolia.
Aliás, conhaque e melancolia combinam.
quarta-feira, 23 de dezembro de 2015
Canção da Realização da Vacuidade
Escute-me, homem afortunado!
Por acaso esta vida não é incerta e ilusória?
Por acaso seus prazeres e alegrias não são como miragens?
Por acaso há alguma paz neste samsara?
Por acaso a sua falsa felicidade não é irreal como um sonho?
Por acaso o elogio e a reprovação não são tão vazios quanto um eco?
Por acaso a mente e o Buddha não são idênticos?
E o Buddha, não é o mesmo que o dharmakaya?
E o dharmakaya, não é idêntico à verdade?
Os iluminados sabem que todas as coisas são da mente;
Portanto, deve-se observar a mente, dia e noite.
Se observá-la, ainda sim nada verá.
Então, fixe sua mente nesse estado, que transcende toda visão.
Não há qualquer entidade própria na mente de Milarepa.
Eu, eu mesmo, sou o Mahamudra,
Porque não há diferença alguma entre a meditação estática e a ativa;
Não tenho necessidade de estados diferentes no caminho.
De qualquer modo que se manifestem, sua essência é a vacuidade.
Não há atenção nem desatenção em minha contemplação.
Experiencie a realização da vacuidade;
Comparado com outros ensinamentos, este é o melhor.
A prática yógica dos canais, ventos e gotas,
Os ensinamentos do karma-mudra e do mantra-yoga,
As práticas de visualização do Buddha e das quatro posições puras
São apenas os primeiros passos do Mahayana.
Praticá-los não erradica o desejo nem o ódio.
Guarde isto que canto firmemente em sua mente;
Todas as coisas são da própria mente, que é vazia.
Quem nunca se separa da experiência e da realização da vacuidade
Realiza, sem esforço, toda a prática de veneração e disciplina.
É nisto que se baseia todo mérito e todo prodígio.
Milarepa
Jetsün Mila - O Poeta do Tibet
Por acaso esta vida não é incerta e ilusória?
Por acaso seus prazeres e alegrias não são como miragens?
Por acaso há alguma paz neste samsara?
Por acaso a sua falsa felicidade não é irreal como um sonho?
Por acaso o elogio e a reprovação não são tão vazios quanto um eco?
Por acaso a mente e o Buddha não são idênticos?
E o Buddha, não é o mesmo que o dharmakaya?
E o dharmakaya, não é idêntico à verdade?
Os iluminados sabem que todas as coisas são da mente;
Portanto, deve-se observar a mente, dia e noite.
Se observá-la, ainda sim nada verá.
Então, fixe sua mente nesse estado, que transcende toda visão.
Não há qualquer entidade própria na mente de Milarepa.
Eu, eu mesmo, sou o Mahamudra,
Porque não há diferença alguma entre a meditação estática e a ativa;
Não tenho necessidade de estados diferentes no caminho.
De qualquer modo que se manifestem, sua essência é a vacuidade.
Não há atenção nem desatenção em minha contemplação.
Experiencie a realização da vacuidade;
Comparado com outros ensinamentos, este é o melhor.
A prática yógica dos canais, ventos e gotas,
Os ensinamentos do karma-mudra e do mantra-yoga,
As práticas de visualização do Buddha e das quatro posições puras
São apenas os primeiros passos do Mahayana.
Praticá-los não erradica o desejo nem o ódio.
Guarde isto que canto firmemente em sua mente;
Todas as coisas são da própria mente, que é vazia.
Quem nunca se separa da experiência e da realização da vacuidade
Realiza, sem esforço, toda a prática de veneração e disciplina.
É nisto que se baseia todo mérito e todo prodígio.
Milarepa
Jetsün Mila - O Poeta do Tibet
sexta-feira, 16 de outubro de 2015
Seja Feliz
Como é bom não ter apego, ter uma admiração sem apego.
Hoje eu vi uma colega de ex-curso no face, postando uma foto com um cara, provavelmente seu atual namorado. Nunca vi uma postagem desse tipo no face dela.
Eu admiro essa colega, ela é bonita, trabalha na televisão (não é uma participação grande, mas é televisão).
Simplesmente fiquei neutro, ou feliz, por saber que neste momento ela se encontra feliz num relacionamento. Poderia ter ficado com inveja.
Mas com ela o sentimento sempre foi esse, de não atração, de admiração. Sei lá porque.
Esse é um sentimento que queria ter para com todos, mas não é assim que minha natureza humana funciona. Às vezes até parece que uma relação sem apegos e fortes emoções não daria certo.
Mas já sabemos o quanto essas fortes emoções podem levar.
Amar com sabedoria traz menos sofrimento, mas parece sem sabor.
Enfim, é esse paradoxo que queria deixar registrado aqui.
Abraço.
Hoje eu vi uma colega de ex-curso no face, postando uma foto com um cara, provavelmente seu atual namorado. Nunca vi uma postagem desse tipo no face dela.
Eu admiro essa colega, ela é bonita, trabalha na televisão (não é uma participação grande, mas é televisão).
Simplesmente fiquei neutro, ou feliz, por saber que neste momento ela se encontra feliz num relacionamento. Poderia ter ficado com inveja.
Mas com ela o sentimento sempre foi esse, de não atração, de admiração. Sei lá porque.
Esse é um sentimento que queria ter para com todos, mas não é assim que minha natureza humana funciona. Às vezes até parece que uma relação sem apegos e fortes emoções não daria certo.
Mas já sabemos o quanto essas fortes emoções podem levar.
Amar com sabedoria traz menos sofrimento, mas parece sem sabor.
Enfim, é esse paradoxo que queria deixar registrado aqui.
Abraço.
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